terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Para algum lugar aonde não saiba o nome dos jogadores

Cena de Miami Vice (1987) / Fotoimagem

A Ferrari Testarossa branca rasga o asfalto cercada por prédios de art déco em tons pastéis, coqueiros e luzes de neon da ambiciosa e decadente Miami dos anos 1980. James “Sonny” Crockett (Don Johnson) e Ricardo “Rico” Tubbs (Philip Michael Thomas) estão em busca de mais um cartel de traficantes dentro do qual se infiltraram se passando por homens de semelhante moral. O universo do seriado criado pelo renomado cineasta estadunidense Michael Mann trazia a cidade tropical como a Casablanca (1942) de Rick Blaine (Humphrey Bogart) onde as intenções e as personagens noturnas se confundem. Definido como “um seriado revolucionário” e de “influência ainda evidente” pelo New York Times, Miami Vice foi responsável em minha infância por me fazer gostar de televisão e cinema, ou seja, comunicação.

Tentei artes cênicas, mas o meio no Brasil ainda é muito racista, assim como o próprio país. Enquanto nos EUA com sua população composta por 13% de negros existem papéis dignos para este grupo em suas produções, mesmo ainda não sendo reconhecidos nas premiações. No Brasil com seus 53% de negros, o que se víamos no início da década passada e até mesmo hoje na produção brasileira são estereótipos raciais e em boa parte em obras sobre escravatura. Esses mesmos atores e atrizes após serem “abolidos” da atração voltam para os matagais do desemprego. Avaliando este panorama prontamente migrei para o jornalismo e não demorei muito para estagiar na então prestigiada TV Cultura.

“Assistindo à entrevista, era possível se sentir como uma mosca na parede de um coquetel de gala da família real, onde os convidados de honra – não completamente bêbados, mas relaxando à medida que incrementavam o nível etílico com taças e mais taças do mais requintado Chardonnay – exploravam os limites da decência no comportamento social”, as palavras do jornalista estadunidense Glenn Greenwald resumiram a edição do programa de entrevistas Roda Viva com Michel Temer do alto de seu provincianismo lembra uma aristocracia cabocla emuladora dos péssimos hábitos da corte portuguesa. Um ambiente para o qual não quero voltar a participar.

Em tempos como este o jornalismo se torna ainda mais necessário. Em 2015, oito profissionais morreram enquanto efetuavam seus trabalhos conforme relatório sobre liberdade de imprensa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). A ONG Suíça Press Emblem Campaign (PEC) classifica o país como o 5º mais letal para jornalistas, à frente de Estados em situação de guerra como Líbia, Iêmen e Sudão do Sul e atrás apenas de Síria, Iraque, México e França – esta vítima de um ataque terrorista ao jornal satírico Charlie Hebdo –. A organização Repórteres Sem Fronteiras apontou para o país a 104º posição no ranking de liberdade de imprensa atrás de Chile, Argentina, El Salvador, Nicarágua, Peru e Panamá.

Em 2013, escrevi para o Observatório da Imprensa o texto “Uma emissora pública com passado e mirando o futuro” no qual acreditava que o regresso de Marcos Mendonça ajudaria a sair das decepções amargas que foram as gestões de Paulo Markun e João Sayad. Me enganei, a cena narrada acima apenas é uma faceta desta administração e marca um dos momentos mais baixos do jornalismo brasileiro.

Durante meu estágio aprendi muito e obtive conhecimentos que carrego em meus trabalhos jornalísticos posteriores, porém passei por situações embaraçosas e descobri que vivo em um país onde as relações se dão como se ainda vivêssemos numa corte real na qual nobres se premiam e mantém uma barreira invisível excluindo os indesejáveis. Quão maior é a pressão no ambiente onde demissões levam aos restantes a produzir por três ou até cinco funcionários maior é o espaço para surgir o assédio moral. Recordo de um colega que gritava com mulheres e estagiários além de fazer piadas misóginas, racistas e homofóbicas, porém levava quitutes para os chefes, ou seja, mais uma reprodução de comportamento arcaico de uma “nobreza” provinciana. 

No último episódio de Miami Vice, “Freefall” (Queda Livre), a dupla decide abandonar a força policial após testemunhar o excesso de corrupção que chega ao governo e como o mesmo usa suas agências como peças de xadrez. Na última cena o sol já não é mais tão brilhante, sua palidez se confunde com as areias brancas da praia, ambos detetives estão com melancolia nos olhos tendo a Ferrari branca entre seus corpos. Após afirmar que voltaria para o Bronx, em NY, Rico pergunta qual será o destino de Sonny e este cheio de incerteza devolve: “eu não sei. Algum lugar mais ao sul, aonde a água seja quente, as bebidas geladas e eu não saiba o nome dos jogadores”.


Há mais realidade em atores se passando por policiais, enquanto se infiltram em organizações criminosas disfarçados do que em muita coisa do jornalismo brasileiro. Quanto a mim, continuarei com alguns trabalhos ocasionais que foi o que conquistei até hoje, mas vou para algum lugar aonde eu não saiba o nome dos jogadores.


Miami Vice Last Ending Scene por MacZouve

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Especulação das relações humanas



Bolsa de Wall Street

O Brasil é tardio em seu desenvolvimento capitalista e seu crescimento segue motivado em consumismo. Nos anos JK o governo investia em estradas, o setor privado em montadoras de carro, enquanto ao povo “recebia” condições para comprar estes produtos. Tal visão se estendeu para outros bens de consumo que viriam a alterar os hábitos das pessoas e família.

No período atual há também o consumo de imagens. Se antes era “ser” e depois passou a “ter”, hoje basta apenas “aparentar ter”. A Sociedade do Espetáculo na qual as relações são intermediadas por meios de comunicação potencializaram o lado violento e competitivo do capitalismo.

Marcas e produtos são sinônimos de status e com redes sociais os consumidores podem exibir seus fetiches para sua rede de contatos, uma versão menor do que fazem as celebridades em programas de televisão e revistas semanais além de manterem suas atividades na ciberesfera.

Pessoas perdem suas características e se tornam produtos com valor agregado conforme os objetos e outras pessoas-produtos ao qual estão aliadas. Alguns conseguem se transformar em marcas. Há artistas mais conhecidos pela vida pessoal do que pela obra.

O crise econômica de 2008 afetou países fazendo muitos questionarem a sociedade na qual vivemos. Jovens e até mesmo idosos vivem a insegurança de não saber se terão condições de saúde e emprego, investimentos em bem-estar social vem sendo cortados, principalmente nos países Europeus conhecidos pela infame sigla PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).

Onde o governo manteve como política a atuação dentro da economia, mesmo que de forma moderada, o estado não viu rombos enormes. Houve um equilíbrio entre Estado-nação e liberalismo, porém estas medidas são incomodas aos grandes capitalistas.

A Grécia vê o crescimento da extrema-direita representada pelo partido Aurora Dourada, na Espanha imagens mostram filas de garotos e garotas procurando vagas no mercado. Nos EUA a turbulência de cinco anos atrás desestabilizou o mercado imobiliário. Jovens antes saiam da faculdade para morar sozinhos, porém na conjunção do momento voltam ao lar dos país ou saem para outros países. Compraram educação em parcelas altas e quando saem perceberam estar em uma fábrica de desempregados. A desigualdade social neste país aumentou, vivem o pesadelo americano.

Há dois anos Londres foi incendiada por protestos. Não se via cartazes políticos ou líderes discursando. Apenas o saque de lojas e rostos raivosos acompanhados de pontapés e socos contra o establishment. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, eram aqueles alijados da sociedade de consumo.

Os fenômenos citados acima são reflexos da crise econômica e junto a ela está a ausência de ideologias. Partidos políticos assumiram uma agenda pragmática. Unidos com conglomerados internacionais visam o lucro. O príncipe não tem mais a feição de Cesare Borgia ou Napoleão, mas é composto de um think-tank e esses grupos guerreiam entre si por cada vez mais poder e dinheiro.

Com a população imersa em insegurança este sentimento encontra eco no narcisismo e por vez chega ao consumismo. As compras preenchem momentaneamente o vazio. As imagens no Facebook com sorrisos escancarados exibindo uma aquisição ou mesmo o próprio produto em fotos com filtros no instagram são reflexos deste quadro.

Os hábitos mudaram, a ascensão econômica no Brasil significa emancipação, educação é um negócio como tantos outros e o diploma também é visto como uma honraria a conduzir para outro patamar de consumo.

Príncipe sem face

O Príncipe Eletrônico, o think-tank, composto por setores da economia, academia, política e militar, mantém este ordenamento. A população está tão dopada em suas compras e pouco questiona os rumos da sociedade. Dias especiais lhe dizem quando comprar e a propaganda aponta o que comprar.

Em meio a isto surgem movimentos contrários. Occupy Wall Street e Primavera Árabe são alguns casos. Mas serão eles suficientes para pressionar por relações menos predatórias? Por outro lado há o regresso de ideias preconceituosas de misoginia e xenofobia calcadas no fascismo e este cresce aos poucos seja na internet ou nas ruas.

O capital especulatório, no qual dinheiro faz dinheiro, devora os cidadãos de suas condições de sobrevivência e assim terminado o seu “trabalho” move-se para outra terra e neste momento O Príncipe Eletrônico perde um braço para adquirir outro. Estados disputam como irmãos a atenção do pai capitalista e este fornica com os Estados conforme lhe for conveniente.

As atividades militares reforçam este domínio. Enviadas para solo estrangeiro com a premissa de conduzir determinado país para a democracia ou mesmo em uma cruzada por direitos humanos, porém são vistas em locais ricos em recursos naturais e combustíveis. Os desprovidos de meios lucrativos ou em posições estratégicas ficam à própria sorte.

Esta relação é vista em filmes como O Capital (2012) de Costa-Gravas e Wall Street (1987) de Oliver Stone. O liberalismo em sua pior face simulando distribuir riquezas. Por outro lado países assumidamente socialistas distribuíram sua pobreza aos cidadãos.

Interesses financeiros atravessam fronteiras, desrespeitam direitos humanos e em muitos casos deixam o terreno infértil e propagam o trabalho forçado. Isto é mantido pelo consumismo, vindo do narcisismo e do individualismo. Assim como há pessoas em condições de escravidão há os escravos das marcas.

Entretanto, apesar de protestos e ativistas, a grande parte da população continua imersa nestas relações do capital especulatorio e de consumo. As vozes adversas quando não são sufocadas passam por um processo de marginalização ou mesmo ridicularização.

Países periféricos estão perdidos em doenças e veem as crises dos europeus como rotina. Indústrias seguram o controle de patentes impossibilitando acesso maior da população mundial à saúde. Por outro lado a imagem de pobreza vende jornalismo e também obras de ficção.

Com tantas imagens sobrepostas é difícil distinguir o fato do imaginário seja em telejornais ou em games. Intervalos comerciais ou merchandisings inseridos no veículo ditam de forma velada ou escancarada os hábitos e a importância do indivíduo.

As décadas passam e a riqueza permanece concentrada nos mesmos sobrenomes salvo um jogador ou outro que cai ou entra para o círculo fechado. A manutenção de poder é uma tradição familiar.

Eric Hobsbawn apontou em seus texto que vivemos na barbárie, e é difícil discordar. Armas químicas e nucleares são utilizadas para manter a ordem. Os telejornais não podem mostrar muito do que se passa nos campos de batalha ou mesmo nos salões do poder. O jornalismo investigativo vem perdendo força e investimentos e o jornalismo em si está cada vez mais semelhante à publicidade.

O Príncipe Eletrônico é ainda mais violento que Borgia ou Napoleão. O primeiro participava de batalhas junto aos seus comandados e foi de uma época na qual nobres duelavam e tinham como incumbência defender seu povo, enquanto o segundo cresceu na hierarquia militar e acampava com seus comandados. O senhor da guerra e do capital atual não tem face, esta protegido em bunkers, palácios e mansões.
O cinema com histórias de heróis, rostos dramáticos e corpos de Adônis dão beleza à barbárie. Walter Benjamin definiu existir beleza no bélico e um jogo de câmeras e trilha sonora expandiu isto com músculos e suor. O erotismo justificando a doutrinação de povos.

Nesta mesa grande o Brasil tem expectativas de sentar e se servir. O marketing privado e público apresentam o país como um paraíso tropical e sexual capaz de hospedar Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e com a ânsia de um assento na Organização das Nações Unidas.

Porém o Guarani chora, não por Cecília, mas pela violenta forca de Torquemada. A Inquisição anseia usurpar suas terras para criar gado. Os bandeirantes voltaram, mas desta vez com chapéus, botas de crocodilo e taillers. O exterior parece mais preocupado com as tribos do que a imprensa local.

A população carente segue vendo os filhos e netos da Candelária sendo massacrados nas noites da periferia. No Plano Acelerado de Crescimento (PAC) Direitos Humanos e Meio Ambiente não entram no menu, mesmo assim o Brasil quer comer no self-service da ONU.

O capital vai sugar mais e mais. Não é possível determinar qual será o fim da crise político econômica, mas ela ainda trará muitas perdas. Enquanto isto famílias comem seu jantar com iPhones e iPads em mãos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Editor de texto e pós-produção de entrevistas em Orgulho de Ser Brasileiro



Sinopse

O documentário “Orgulho de Ser Brasileiro” discute o sentimento envolto na mais emblemática frase que se ouve no país – e que dá título ao filme - a partir de depoimentos de vários brasileiros.

Numa narrativa de busca pessoal do diretor pelo sentimento de orgulho de ser do Brasil, entrevistados como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o artista plástico Romero Britto, o técnico de futebol Carlos Alberto Parreira, a geneticista Mayana Zatz, o filósofo Roberto Romano, o dramaturgo Gerald Thomas, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o escritor Ferréz, os músicos Max de Castro e Simoninha, o jornalista e empresário radicado na Flórida Carlos Borges, a corretora de Imóveis em Miami Yara Gouveia, o colunista de vinhos Didú Russo, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene e o bispo emérito de Blumenau Dom Angélico Sãndalo Bernardino se dividem em depoimentos ao longo do documentário questionando o Brasil e se questionando sobre a cultura dos brasileiros e o momento do país.

Ancorado numa narrativa dinâmica com fotografia conceitual que explora vários ângulos dos entrevistados e depoimentos reveladores, o filme é permeado por trechos do hino nacional interpretado por Badi Assad. Num formato provocativo, promete ir muito além do “Ouviram do Ipiranga” ou do sentimento-padrão de que “o brasileiro é o melhor povo do mundo” a que nos acostumamos.

Não é ufanista. É pra discutir.

Não é contra o Brasil. É a favor.

É real.

Feito por brasileiros.

Sem intermediários.



Synopsis


Pride of being Brazilian is a documentary which discusses the most emblematic phrase that you hear in Brazil. The plot is the combined result of several interviews with Brazilians.

Based on the director’s personal search for the pride of being Brazilian feeling there are interviews with the former Brazilian president Fernando Henrique Cardoso, the plastic artist Romero Britto, the football coach Carlos Alberto Parreira, the environmentalist Marina Silva, the geneticist Mayanna Zatz, the philosopher Roberto Romano, the writer Ferréz, the brothers and musicians Max de Castro and Simoninha, the theater director Gerald Thomas, the Catholic bishop and social activist Dom Angélico Bernardino, the real estate broker Yara Gouveia, the wine expert Didú Russo and the journalist Carlos Borges in which they talk about the country, the Brazilian culture and this special moment for Brazil in the world.

The film explores a new concept of the feeling of pride in Brazil from different angles of photography and perspectives of the personalities interviewed. Together with the Brazilian National Anthem, which permeates the documentary, performed by Badi Assad in a unique and provocative way, it takes us beyond the original meaning of the Anthem and the exaggerated Brazilian self-description that“Brazilians are the best people in the world”.

It’s not strongly nationalistic. It’s just to provoke discussion.

It’s pro. Not against Brazil.

Just real.

Made by Brazilians.

With no foreign interference.

Degeneração Y

Os personagens animados Beavis e Butt-Head, com suas cabeças deformadas, vomitam impropérios causticamente contra costumes americanos e de outras culturas; o roqueiro Kurt Cobain cantando sobre a vontade de tirar a própria vida; o rapper Tupac Shakur entoando versos aludindo a sexo e tiroteios; os lutadores de telecatch Shawn Michaels e Triple H, junto ao boxeador Mike Tyson, apontando repetidas vezes para suas virilhas e gritando “chupa” para a plateia, enquanto no outro canal Scott Hall, Kevin Nash e Sean Waltman, amigos do outro trio nos bastidores, reproduzem o gesto numa atração rival.

A cultura de massa dos EUA nos anos 1990 foi marcada pelas figuras citadas acima, expoentes da geração X. Cenas de desrespeito por figuras de autoridade não necessariamente por rebeldia, mas em muitos casos por hedonismo, cinismo ou desilusão. Michaels e Triple H se intitulavam “Degeneração X” e diante câmeras alcançavam milhões de lares nos EUA e outros países do mundo. A globalizada MTV por sua vez expandiu a fama de 2Pac, Cobain e Beavis & Butt-Head em ainda maior proporção.

O romantismo e valores morais dos baby boomers foram trocados por pragmatismo. A Sociedade do Espetáculo de Guy Debord era cada dia mais alimentada. A televisão adotou a linguagem de edição rápida de videoclipe e o exibicionismo abria espaço para os “15 minutos de fama” alertados por Andy Warhol.

A convulsão do império
O narcisismo é oriundo da insegurança, conforme o historiador Christopher Lasch em Mínimo Eu (1984) e somando as ideias deste autor com as dos intelectuais citados acima e adicionando a comunicação de massa e o entretenimento no mundo globalizado é possível adiantar o que viria depois. Catalisada pela internet, surgiu a Geração Y. Com seus computadores pessoais, estes que são a principal força de trabalho do momento e futuros líderes políticos e empresariais potencializam sua capacidade de serem estrelas mesmo que para um público próprio e segmentado. O minuto de “fama” está garantido.

O ego e o narcisismo estão nas telas de YouTube, comentários em sites, blogs, Instagram e outras ferramentas que perderam espaço há pouco tempo ou que vão perder e serem substituídas na liquidez da internet. Para eles, existir é estar online. Tendo que muito deste narcisismo venha da insegurança. São observados contemplando o futuro desconhecendo o que os espera. Muitas carreiras podem ser seguidas e não apenas opções tradicionais como no período de seus pais e avós.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que possuem uma vasta gama de personagens para interpretar no mercado de trabalho, há muitos atores buscando o mesmo papel. A ruptura econômica de 2008 mostrou no que o sonho americano havia se tornado e aliados e colônias despertaram convulsionando com o império.

Como semideuses

Em janeiro, a Espanha recebeu ao todo 4,98 milhões de pedido de auxílio-desemprego. As imagens das filas de emprego mostram muitos rostos jovens. A Grécia, berço da civilização, está quebrada e as cenas mostram muitos rostos sem marcas de tempo e expressão vociferando revoltados com o fim do mundo que conheciam. Em 2011, a revolta que tomou as ruas da Inglaterra, “foi um motim de consumidores excluídos”, analisou o sociólogo Zygmunt Bauman. Os Brics aparecem como vedetes da Nova Ordem Mundial, porém ao se olhar com cuidado é possível ver que agonizam com problemas de estrutura e Direitos Humanos.

Para aliviar a melancolia, a Geração Y busca alento no consumismo das marcas e “pornificação” de objetos e relacionamentos. Enquanto os preços dos imóveis não reduzem são pequenos reis em seus quartos morando com os pais comandando seus exércitos em games online. Conforme o mundo evolui, a Sociedade do Espetáculo vai acentuando seus traços. Festejam por festejar. A política cedeu espaço para a imagem, a rebeldia pronta para ser clicada e estampada em passeatas que terminam em “cervejadas”, “churrascadas” e outras “adas” acompanhadas por artistas cujos nomes não perduram por mais de uma década.

Como semideuses, estão sempre gozando nas redes sociais. Porém quando as luzes azuladas de iPhones se apagam, o som da música eletrônica é usurpado pelo silêncio e os filtros do Instagram não funcionam, esses meninos-homens contemplam o vazio horizonte com olhos cansados de idosos e percebem que estão “chupando”.

Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Do Bataclã para Brasília

Meninas do Bataclã em Procissão / (foto: TV Globo)

Na trama de Gabriela, de Jorge Amado, regravada pela TV Globo em 2012, as moças que trabalham no bordel Bataclã lutam por direitos como o de sair em procissão pela cidade e se organizam para isto conseguindo até a ajuda do líder local, coronel Ramiro Bastos.

O projeto de lei nº 4.211/2012, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-BA), também conhecido como Lei Gabriela Leite, busca regulamentar a prostituição no Brasil assegurando às profissionais do sexo o direito ao trabalho voluntário e/ou remunerado. O documento descriminaliza as casas de prostituição e, ao mesmo tempo, autoriza a cobrança de valores devidos na Justiça.

Em 2002, as profissionais do sexo passaram a ser incluídas na Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) do Ministério de Trabalho e Emprego. Isto ainda não é a total legalização do ofício. O documento trata o grupo como vítima que exerce a profissão por pressão de um terceiro, ou seja, o “cafetão”. A legislação atual não pune a prostituta, mas sim, o responsável pelo bordel.

A visão do deputado Wyllys encontra semelhanças com o projeto de lei 98/2003, do ex-deputado federal Fernando Gabeira, que foi arquivado, e com o PL 4244/2004, do ex-deputado Eduardo Valverde, que saiu de tramitação a pedido do autor. A mesma dialoga com países como Alemanha e Holanda, que já regulamentaram as atividades das prostitutas.

Falta de direitos causa exclusão social

Entretanto, a Organização das Nações Unidas aponta estes dois em sua lista de países para o qual enviam vítimas de tráfico humano – outros destinos comuns são EUA, Portugal, Rússia, Turquia e Espanha. A ONU também afirma que as maiores vítimas são mulheres brasileiras de baixa escolaridade, entre 18 e 21 anos. Na ficção nacional este dilema também é retratado por meio da novela Salve Jorge.

A historiadora Rosana Schwartz vê no deputado Wyllys “uma representação importante para a Defesa dos Direitos Humanos. Uma voz que problematiza questões relevantes das minorias”. Wyllys é um reflexo de seus tempos. Oriundo do midiático da Sociedade do Espetáculo, foi apresentado ao grande público peloBig Brother Brasil, porém transgrediu esta barreira e hoje é visto como um intelectual e representante do movimento LGBT que também ganha espaço imagético e político.

“É de conhecimento que a prostituição é atividade das mais antigas e que, mesmo sendo considerada condenável do ponto de vista moral ou dos ‘bons costumes’, perpetua-se no tempo. Não problematizá-la significa não perceber o moralismo superficial que existe nas sociedades e a negação de obtenção de direitos como qualquer outro profissional. A falta de direitos é causadora de exclusão social e consequentemente da marginalização de segmento da sociedade numeroso”, problematiza Schwartz.

Outros lados têm voz

Enquanto ativistas pela regulamentação da prostituição se manifestam, há um movimento em contrapartida. Portanto, assim como as beatas e o padre foram contra a participação das “damas da noite” na procissão, os setores conservadores, principalmente a bancada evangélica, se mostram contra as posições do deputado Wyllys e este grupo tem como sua personificação o deputado Marco Feliciano.

Conforme o filósofo alemão Jürgen Habermas, o ideal no debate são as vozes terem espaço equivalente, sejam elas oriundas de onde forem. Nisto entram desde intelectuais, empresários, políticos até a população geral. O filósofo Luiz Pondé, na edição dos 100 brasileiros mais influentes, defende o líder evangélico Silas Malafaia como uma voz ativa que traz sua visão de valores cristãos ao debate. Ao mesmo tempo, Pondé apresenta honestidade intelectual ao dizer que “é uma pessoa importante, apesar de eu não concordar, em absolutamente nada, com o que diz”. Malafaia tem sua linha de pensamento alinhada com a do deputado Feliciano.

Para nomes como o pastor Feliciano e setores conservadores da sociedade, a 4.211/2012 é uma lei que não deveria seguir adiante. Schwartz discorda e avalia “que lutar pelos direitos de todos os trabalhadores venha a ser algo que incentive o crescimento de profissionais do sexo, mas sim, tratar a questão com dignidade necessária para o desenvolvimento dos Direitos Humanos. Considero um avanço dos movimentos sociais, dos coletivos e da própria nação discutir esse problema”.

O debate pode ser mais denso nos próximos ciclos, é um assunto que envolve além de valores morais problemáticas político-econômicas e pode atrair novos membros para a mesa assim como há também os jogadores invisíveis.

domingo, 7 de abril de 2013

Vivendo o sonho do jornalismo com o Comediante


Comediante em Watchmen (2009) / Divulgação)

Uma manifestação de populares toma as ruas de Nova York nos anos 1970. A polícia está em greve e os habitantes vandalizam as ruas em crítica à atuação de aventureiros fantasiados e vigilantes mascarados. O enxame de pessoas é controlado pelo sádico Comediante (Comedian), que é assistido por um espantado Coruja (NightOwl), e este questiona o violento colega: "O que aconteceu com o sonho americano?" e ouve a sarcástica resposta: "Se tornou realidade, você está olhando para ele."

No livro Mínimo Eu (1984), o historiador americano Christopher Lasch expõe como um dos males do modernismo o narcisismo, e este nada mais é do que fruto da insegurança. A cena acima é uma passagem do filme Watchmen (2009), baseado na graphic novel de Alan Moore de 1986, na qual as pessoas perderam a crença nos seus protetores e essa relação se dá pela cumplicidade de insegurança e narcisismo. A obra pode ser debatida com estudantes e recém-formados de jornalismo que sonham em ser um futuro Clark Kent cercado de glamour e aventuras.

Glamour e fama

Essa fantasia muitas vezes se dá pelo tratamento dispensado por alguns professores ao afirmarem para seus pupilos que veem para eles carreiras brilhantes em grandes órgãos da imprensa. Esse comportamento trata o ser humano como mercadoria – afinal, um pupilo bem posicionado pode ser usado como publicidade pelo seu "mestre".

O filósofo alemão Wolfgang Fritz Haug trata da mercantilização dos seres humanos em Crítica da Estética da Mercadoria (1971) e o mesmo é visto nas faculdades que alimentam devaneios de jovens narcisistas e inseguros – características presentes também nos "mestres". E quanto ao sonho de glamour e fama dos jovens jornalistas desempregados, o Comediante apenas responde: "Se tornou realidade, você está olhando para ele."



domingo, 31 de março de 2013

O Príncipe Tupac Shakur


2pac
Quando faleceu em 1996, o conceituado jornal americano “The New York Times”, o chamou de “o maior rapper de todos os tempos”, Tupac Amaru Shakur (1971 - 1996), conhecido como 2 Pac e também como Makaveli no final de sua carreira, foi vítima de um atentado em Las Vegas após uma luta do boxeador e seu amigo Mike Tyson no dia 7 de setembro do mesmo ano.

Sua morte foi algo que o próprio previa, entoava “You Live By the Gun, You Die By the Gun” (Você vive pela arma, e morre pela arma, em tradução livre). Seu estilo, o “Gangsta Rap” é a vertente mais violenta dentro do hip-hop, mas o mesmo não rimava somente sobre armas e trocas de tiros ou festas e misógina, mas seu forte foi apontar os problemas sociais de seu país e posteriormente do mundo.

Um homem que não se negava aos prazeres, festas, carros e mulheres, porém gritava as desigualdades impostas pelo American way of life mostrando que o sonho americano na verdade tinha se tornado um pesadelo, principalmente para as minorias afastadas do poder econômico e político. Muito de seu ativismo vem de sua mãe Afeni Shakur, uma integrante do movimento Panteras Negras.

Apesar de nascido em Nova York, na disputa entre rappers que abalou o cenário musical dos E.U.A nos anos 1990, o artista defendeu a Costa Oeste conhecida por nomes como Snoop Dogg, Ice Cube, Dr. Dre e Eazy-E. Do outro lado estavam Jay-Z, e os rivais de 2 Pac, Puff Daddy e Notorious B.I.G.

Em novembro de 1993, Shakur foi acusado de abuso sexual, a vítima alegava ter sido sodomizada pelo rapper e após o ato o mesmo encorajou os amigos a abusarem sexualmente dela. Shakur negou as acusações. A “agressão sexual” envolve não apenas estupro, mas outros tipos de violência como carícias desrespeitosas e beijos forçados.

Após servir 11 meses de sua sentença prevista para um ano e meio a quatro anos e meio foi liberado mediante pagamento de fiança realizado pelo empresário Suge Knight tendo como barganha assinar com sua gravadora, a Death Row.

Um dia antes do veredito no seu caso de abuso sexual ser anunciado, 30 de novembro de 1994, 2 Pac foi vítima de 5 tiros e assaltado enquanto entrava no lobby da Quad Recording Studios em Manhattan por 2 homens armados e não identificados. Shakur posteriormente acusaria os rappers nova-iorquinos Puff Daddy e Notorious B.I.G que depois lançou o hit Who Shot Ya? (Quem atirou em você?), porém afirmavam que não foram os autores do atentado.

A resposta veio em Hit 'Em Up (Dou Tiro Neles, em tradução livre) de 1996, considerada por muitos críticos e fãs a letra mais raivosa no mundo do hip-hop.

No período de cárcere 2 Pac se tornou intimo de “O Príncipe”, a obra-prima do filósofo italiano Maquiavel que é tida como bíblia da política.

Um dos principais ensinamentos de Maquiavel é que o líder deve ser amado e temido, se não poder ter um dos dois que escolha a segunda opção. 2 Pac é amado por seus fãs e muitos membros de sua comunidade, porém conseguiu ser temido por seus inimigos tanto que teve uma morte trágica. Outros autores que o inspiraram foram o general chinês Sun Tzu de A Arte da Guerra e o dramaturgo britânico Shakespeare criador de Othello, Macbeth e Hamlet.

A relação do cantor com os autores e a forma de tratar seus inimigos pode ser observadas em versos como: “Plan, Plot, Estrategize and Bomb First” (Planeje, Esquematize, e trace a Estratégia para atirar primeiro, em tradução livre) na canção Bomb First.

Depois da morte de 2 Pac, o rapper Notorious B.I.G faleceu em 9 de março de 1997, o atirador passou rapidamente de carro em uma modalidade de crime conhecida como drive-by nos E.U.A. A morte dos dois marcaria o encerramento da parte mais árdua da rivalidade entre ambas costas e seus aliados e inimigos hoje gravam músicas juntos e até usam suas vozes em algumas delas.

O álbum postumo “The Don Killuminati: The 7 Day Theory” foi lançado em novembro de 1996 e contém a música citada acima, Shakur o assinou sob a alcunha de Makaveli em homenagem ao pensador europeu. A teoria do 7º dia seria a arte de simular a própria morte e ressurgir. 2Pac ressuscitou por holograma em 2012 em ação que debate os novos conceitos de vida e morte na sociedade midiatizada.

Os insultos eram dirigidos aos rivais da Costa Leste e no período que formulou essas ideias, o artista mostrou pensamentos contrários e mais intensos contra o sistema mundial criticando o grupo Illuminati, uma teoria da conspiração que afirma haver um número fechado de pessoas por trás do controle de uma Nova Ordem Mundial.

O mesmo também apontou como a música iria piorar após sua partida, o que se confirmou, o rap tem se assemelhado nos E.U.A mais com a pornografia e menos com mazelas sociais e conquistas de excluídos.

Ao todo 9 álbuns póstumos foram lançados tendo material inédito remixado e não utilizado em canções anteriores. A canção “Changes” toca no MySpace do Vaticano e prega mudanças para um mundo melhor. A mesma que foi escrita em 1992 fala “we ain't ready to see a black President” (Nós ainda não estamos prontos para ter um presidente negro, em tradução livre). Ele não chegou a viver para isto e não sabemos se apoiaria a postura atual do dirigente americano.



2Pac


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Gaudêncio Torquato explica a passagem de Arnold Schwarzenegger na política para Gabriel Leão



Jornalista, Analista Político e Livre Docente em Comunicação pela USP. Profº Gaudêncio Torquato é um dos principais formadores de opinião do Brasil e especialista em marketing político.

Em entrevista ao jornalista Gabriel Leão explica a ascensão e a queda de Arnold Schwarzenegger na política.

Gaudêncio Torquato entrevistado por Gabriel Leão



Jornalista, Analista Político e Livre Docente em Comunicação pela USP. Profº Gaudêncio Torquato é um dos principais formadores de opinião do Brasil e especialista em marketing político.

Em entrevista ao jornalista Gabriel Leão define o termo "Animal Político" dentro da cultura política brasileira.

domingo, 23 de outubro de 2011

Fascinatrix entrevistada por Gabriel Leão



Fascinatrix é uma das principais representantes do movimento neoburlesco no Brasil tendo seu show de dança e erotismo sendo apontado em diversos veículos da mídia.

Em entrevista ao Política Midiática fala da influência da linguagem erótica no meio político e as ligações entre sexo e poder.

O neoburlesco é uma manifestação inspirada nos shows de burlesco dos cabarés do final do século XIX e início do século XX.

sábado, 16 de julho de 2011

Entrevista com José Vicente, Reitor da UniPalmares, por Gabriel Leão - 1º/07/11



Sociólogo e Advogado, José Vicente é Reitor da UniPalmares, universidade comandada por negros com foco na população negra e carente.

Vicente defende que a instituição é uma maneira de diminuir as diferenças raciais, ao dar ênfase nos negros e pobres, enquanto, em outros são mais vistos estudantes e professores de classes mais abastadas e outras etnias.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mara Gabrilli entrevistada por Gabriel Leão - 06/06/2011



A Deputada Federal Mara Gabrilli (PSDB/SP) fala sobre seu depoimento para a novela Viver a Vida na véspera de natal de 2009, a influência da personagem Luciana (Alinne Moraes) na cultura nacional e da repórter do Fantástico Flávia Cintra.

Outro tema debatido foi a relevância das telenovelas como órgãos formadores de opinião e pauta para diálogos envolvendo aspectos que abrangem a sociedade de forma geral com suas narrativas e refletem inclusive na política.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hélio Armond (Assessor de Imprensa de Paulo Maluf) fala com Gabriel Leão - 22/03/2011





Hélio Armond trabalha como assessor de imprensa do Deputado Federal Paulo Maluf há décadas. Como jornalista foi desde repórter a diretor de redação de veículos importantes.

Nessa entrevista fala como é representar um dos políticos mais polêmicos da história brasileira e o tratamento dado a ele pela imprensa.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Conselheiro Tutelar Paulo Novaes em entrevista para Gabriel Leão - 22/02/2011



Paulo Novaes é Conselheiro Tutelar da cidade de São Paulo e autor do livro O Cargueiro (2008). A obra relata como jovens e crianças carentes usam trens de carga para viajar clandestinamente entre a capital e o litoral paulista.

Novaes fala das atribuições e do jogo político envolvendo sua profissão e também dos relatos de jovens que fazem as viagens ilegais para o litoral em busca de aventuras.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Floriano Pesaro em entrevista para Gabriel Leão - 09/02/2011



Floriano Pesaro é membro fundador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Sociólogo formado pela USP tem como maior inspiração o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso do qual participou na gestão sendo coordenador do Bolsa-Escola que serve de base para o Bolsa-Família.

Outras de suas influências são o ativista político indiano Mahatma Gandhi e o ex-presidente americano John F. Kennedy, ambos mortos ao buscar uma política mais humanista para seus países. Hoje vereador de São Paulo já foi Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social na gestão de José Serra (PSDB) e Secretário-adjunto da Casa Civil do Governo do Estado durante o 1º mandato de Geraldo Alckmin. Suas principais bandeiras são a inclusão social com ênfase nos excluídos sociais e crianças.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fernando Barreto em entrevista para Gabriel Leão - 28/01/2011





Fernando Barreto é sócio-fundador do Webcitizen e um dos responsáveis pelo site Voto na Web pelo qual é possível acompanhar as movimentações políticas dos atores sociais eleitos.

Na entrevista Barreto fala sobre atividade política na ciberesfera e como os políticos lidam com essa nova mídia tendo que se adaptar a ela.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Entrevista de Plínio de Arruda Sampaio para Gabriel Leão - 21/12/2010





Plínio de Arruda Sampaio entrou como azarão na campanha presidencial de 2010, porém chamou a atenção do público e acabou sendo vitorioso em capital político, apesar da 4ª colocação.

O representante do PSOL se sente alijado pelos meios de comunicação de massa, porém conquistou a simpatia dos jovens nas redes sociais e vem dialogando com essa faixa desde então.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Entrevista com Celene Araújo por Gabriel Leão - 12/12/2010





Celene Araújo foi uma das principais âncoras do telejornalismo brasileiro nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Sua passagem mais marcante foi pela TV Globo.

Hoje trabalha com media training preparando diversas personalidades da sociedade brasileira inclusive políticos. Na primeira a conversa é sobre telejornalismo enquanto na segunda a pauta é media training.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Entrevista com Comentarista Esportivo Celso Unzelte por Gabriel Leão - 15/10/2010





Comentarista Esportivo, cronista, pesquisador, historiador, escritor e jornalista. Celso Unzelte é um intelectual do planeta bola e participa de mesas redondas da ESPN. Seus livros contam a história do Corinthians seu clube de coração, mas além de resultados e nomes de craques.

Nessa entrevista fala das relações entre política, futebol e mídia e como elas influenciam na vida dos brasileiros e como esses três meios mantém seus poderes.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

2ª Entrevista com Historiador Marco Antonio Villa por Gabriel Leão - 12/10/2010



Marco Antonio Villa, Doutor em História Social (USP), Mestre em Sociologia (USP), Professor da Universidade Federal de São Carlos, comentarista do Jornal da Cultura (TV Cultura) com artigos publicados em jornais como Folha de S. Paulo e O Globo fala sobre Paulo Maluf e o crepúsculo do Malufismo.

O Malufismo é um movimento político com raízes em São Paulo e ligado a imagem do líder populista Paulo Maluf. Nas eleições de 2008 ficou comprovado o fim de seu apelo e agora se vê acuado pela Lei Ficha Limpa.

Villa é autor de livros sobre diversos assuntos em sua área como um perfil do ex-presidente João Goulart, a participação dos negros na Revolução de 1932 promovida pelos paulistas contra a ditadura de Getúlio Vargas e um com uma breve história do estado de São Paulo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Entrevista com Historiador Marco Antonio Villa por Gabriel Leão - 12/10/2010



Marco Antonio Villa, Doutor em História Social (USP), Mestre em Sociologia (USP), Professor da Universidade Federal de São Carlos, comentarista do Jornal da Cultura (TV Cultura) com artigos publicados em jornais como Folha de S. Paulo e O Globo fala sobre o Manifesto em Defesa da Democracia.

O ato pela democracia visa deliberar sobre os posicionamentos do Presidente Lula e do Ministro da Comunicação Social Franklin Martins em relação a liberdade de imprensa no país.

Villa é autor de diversos livros sobre diversos assuntos em sua área como um perfil do ex-presidente João Goulart, a participação dos negros na Revolução de 1932 promovida pelos paulistas e uma breve história do estado de São Paulo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Entrevista com Dr. em Comunicação Pedro Ortiz por Gabriel Leão - 06/10/2010






Profº Dr. em Comunicação da Universidade de São Paulo (USP) e jornalista, Pedro Ortiz fala dos modelos de TVs públicas e educativas do Brasil e do mundo apontando seus avanços e retrocessos.

Outro tópico do assunto foi se há ou não interesses políticos nessas emissoras que tem como meta servir a sociedade independente de partidos e nomes que administram os governos federal e estadual.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entrevista com Historiador Osvaldo Coggiola por Gabriel Leão



Osvaldo Coggiola é um intelectual trotskista argentino. Possui graduação em História pela Universidade de Paris VIII (1977) , graduação em Economia pela Universidade de Paris VIII (1979) , especialização em História pela Universidade de Paris VIII (1979) , mestrado em História pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais/França (1980) , doutorado em História Comparada das Sociedades Contemporâneas pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais/França (1983) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (1998).

Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo(USP) e professor nos cursos de jornalismo e economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Coggiola tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea, atuando principalmente em temas como Comunismo, União Sovietica e Economia Marxista.

Nesta entrevista fala sobre como os marxistas enxergam o populismo e dos movimentos lulista, peronista, getulista e malufista.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista com Henrique Parra por Gabriel Leão - 08/07/2010









Henrique Parra é animador do site Cidade Democrática e voluntário da ONG Voto Consciente. Também é estudante de Ciências Sociais.

O Cidade Democrática é conforme o próprio site explica "uma plataforma de participação política, onde cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização para a construção de uma sociedade cada vez melhor".

O CD promove a webcidadania, uma integração através da participação na web entre cidadãos, ONGs, representantes públicos e poderes políticos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Entrevista com Rodrigo Bandeira por Gabriel Leão - 08/07/2010







O Cidade Democrática é conforme o próprio site explica "uma plataforma de participação política, onde cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização para a construção de uma sociedade cada vez melhor".

O CD promove a webcidadania, uma integração através da participação na web entre cidadãos, ONGs, representantes públicos e poderes políticos. Coordenando este trabalho está Rodrigo Bandeira, diretor da Enzima, organização que busca a aproximação de atores sociais para o desenvolvimento de uma nova geração de políticas públicas com foco no atendimento integral das necessidades dos cidadãos. escreve artigos e oferece cursos e palestras sobre o Futuro Digital da Democracia.

Mestre em Administração Pública e Governo, graduado em Administração de Empresas, ambos pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV), também tem especialização em Administração para o Terceiro Setor pela Universidade de Nova Iorque. Rodrigo escreve artigos e oferece cursos e palestras sobre o Futuro Digital da Democracia.

domingo, 18 de abril de 2010

Entrevista com o videorrepórter Paulo Castilho por Gabriel Leão - 15/04/2010





Paulo Castilho tem experiência de mais de uma década como videorrepórter sendo referência no meio acadêmico e manuais de jornalismo. Em 2008 flagrou a pichação da Bienal de Artes de São Paulo e suas imagens foram reproduzidas nos principais meios de comunicação do país.

Em entrevista do política midiática fala sobre como é o trabalho do viderrepórter na cobertura política, a influência das câmeras no comportamento dos políticos e também trata da questão das câmeras escondidas.

sábado, 3 de abril de 2010

Entrevista com presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo Guto Camargo por Gabriel Leão - 06/02/2009



Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, é fonte de diversas matérias em muitos veículos quando a pauta trata sobre não apenas condições de trabalho, mas também a ética dentro da classe dos profissionais da notícia.

No dia 6 de fevereiro de 2009 o líder sindical falou sobre cobertura política pela revista veja e jornalistas que atuam em veículos e como assessores de imprensa para candidatos.

domingo, 28 de março de 2010

Entrevista com jornalista Heródoto Barbeiro por Gabriel Leão - 13/02/2009



Em 13 de fevereiro de 2009 nos estúdios da Rádio CBN na região central da capital paulista, o jornalista Heródoto Barbeiro aceitou ser entrevistado. Um de seus programas é a Rádio Sucupira que contextualiza frases de Odorico Paraguaçu para ilustrar situações que abatem o país ou as compara com a de políticos do espaço real.

No meio televisivo Heródoto foi apresentador de edições importantes do programa Roda Viva exibido pela TV Cultura no qual já foram sabatinados nomes como Ayrton Senna, Leonel Brizola, David Lynch e Paulo Maluf.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Entrevista com Historiadora Profª Maria Aparecida Pascal por Gabriel Leão - 18/02/2009





No dia 18 de fevereiro de 2009 a historiadora Maria Aparecida Macedo Pascal aceitou ser entrevistada sua residência. Especialista em história do Brasil e movimentos sociais com títulos de mestrado e doutorado em sua carreira acadêmica além de cursar o pós-doutorado em Portugal.

Pascal, mais conhecida como "Cida" lecionou na PUC-SP, Mackenzie e Universidade Mogi das Cruzes e na entrevistada definiu nessa oportunidade parâmetros fundamentais ao populismo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Entrevista com Pola Galé por Gabriel Leão - 14/01/2009








José Vidal Pola Galé, conhecido na imprensa como Pola Galé atua no jornalismo há mais de 30 anos com passagens por órgãos como Gazeta Esportiva, Revista Placar, TV Bandeirantes, TV Record e atualmente TV Cultura por onde passou em funções como diretor de jornalismo e responsável pelo núcleo de qualidade. Nas campanhas de Geraldo Alckmin para a presidência da República e José Serra para o governo do estado de São Paulo em 2006 Galé participou como editor de texto na produtora GW. A entrevista abaixo foi concedida ao jornalista Gabriel Leão no dia 14 de janeiro de 2009.

A entrevista com o jornalista Pola Galé foi realizada como parte integrante do meu TGI (Trabalho de Graduação Interdisciplinar) do curso de Jornalismo do Mackenzie para a obra O Bem Amado de São Paulo.