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domingo, 31 de março de 2013

O Príncipe Tupac Shakur


2pac
Quando faleceu em 1996, o conceituado jornal americano “The New York Times”, o chamou de “o maior rapper de todos os tempos”, Tupac Amaru Shakur (1971 - 1996), conhecido como 2 Pac e também como Makaveli no final de sua carreira, foi vítima de um atentado em Las Vegas após uma luta do boxeador e seu amigo Mike Tyson no dia 7 de setembro do mesmo ano.

Sua morte foi algo que o próprio previa, entoava “You Live By the Gun, You Die By the Gun” (Você vive pela arma, e morre pela arma, em tradução livre). Seu estilo, o “Gangsta Rap” é a vertente mais violenta dentro do hip-hop, mas o mesmo não rimava somente sobre armas e trocas de tiros ou festas e misógina, mas seu forte foi apontar os problemas sociais de seu país e posteriormente do mundo.

Um homem que não se negava aos prazeres, festas, carros e mulheres, porém gritava as desigualdades impostas pelo American way of life mostrando que o sonho americano na verdade tinha se tornado um pesadelo, principalmente para as minorias afastadas do poder econômico e político. Muito de seu ativismo vem de sua mãe Afeni Shakur, uma integrante do movimento Panteras Negras.

Apesar de nascido em Nova York, na disputa entre rappers que abalou o cenário musical dos E.U.A nos anos 1990, o artista defendeu a Costa Oeste conhecida por nomes como Snoop Dogg, Ice Cube, Dr. Dre e Eazy-E. Do outro lado estavam Jay-Z, e os rivais de 2 Pac, Puff Daddy e Notorious B.I.G.

Em novembro de 1993, Shakur foi acusado de abuso sexual, a vítima alegava ter sido sodomizada pelo rapper e após o ato o mesmo encorajou os amigos a abusarem sexualmente dela. Shakur negou as acusações. A “agressão sexual” envolve não apenas estupro, mas outros tipos de violência como carícias desrespeitosas e beijos forçados.

Após servir 11 meses de sua sentença prevista para um ano e meio a quatro anos e meio foi liberado mediante pagamento de fiança realizado pelo empresário Suge Knight tendo como barganha assinar com sua gravadora, a Death Row.

Um dia antes do veredito no seu caso de abuso sexual ser anunciado, 30 de novembro de 1994, 2 Pac foi vítima de 5 tiros e assaltado enquanto entrava no lobby da Quad Recording Studios em Manhattan por 2 homens armados e não identificados. Shakur posteriormente acusaria os rappers nova-iorquinos Puff Daddy e Notorious B.I.G que depois lançou o hit Who Shot Ya? (Quem atirou em você?), porém afirmavam que não foram os autores do atentado.

A resposta veio em Hit 'Em Up (Dou Tiro Neles, em tradução livre) de 1996, considerada por muitos críticos e fãs a letra mais raivosa no mundo do hip-hop.

No período de cárcere 2 Pac se tornou intimo de “O Príncipe”, a obra-prima do filósofo italiano Maquiavel que é tida como bíblia da política.

Um dos principais ensinamentos de Maquiavel é que o líder deve ser amado e temido, se não poder ter um dos dois que escolha a segunda opção. 2 Pac é amado por seus fãs e muitos membros de sua comunidade, porém conseguiu ser temido por seus inimigos tanto que teve uma morte trágica. Outros autores que o inspiraram foram o general chinês Sun Tzu de A Arte da Guerra e o dramaturgo britânico Shakespeare criador de Othello, Macbeth e Hamlet.

A relação do cantor com os autores e a forma de tratar seus inimigos pode ser observadas em versos como: “Plan, Plot, Estrategize and Bomb First” (Planeje, Esquematize, e trace a Estratégia para atirar primeiro, em tradução livre) na canção Bomb First.

Depois da morte de 2 Pac, o rapper Notorious B.I.G faleceu em 9 de março de 1997, o atirador passou rapidamente de carro em uma modalidade de crime conhecida como drive-by nos E.U.A. A morte dos dois marcaria o encerramento da parte mais árdua da rivalidade entre ambas costas e seus aliados e inimigos hoje gravam músicas juntos e até usam suas vozes em algumas delas.

O álbum postumo “The Don Killuminati: The 7 Day Theory” foi lançado em novembro de 1996 e contém a música citada acima, Shakur o assinou sob a alcunha de Makaveli em homenagem ao pensador europeu. A teoria do 7º dia seria a arte de simular a própria morte e ressurgir. 2Pac ressuscitou por holograma em 2012 em ação que debate os novos conceitos de vida e morte na sociedade midiatizada.

Os insultos eram dirigidos aos rivais da Costa Leste e no período que formulou essas ideias, o artista mostrou pensamentos contrários e mais intensos contra o sistema mundial criticando o grupo Illuminati, uma teoria da conspiração que afirma haver um número fechado de pessoas por trás do controle de uma Nova Ordem Mundial.

O mesmo também apontou como a música iria piorar após sua partida, o que se confirmou, o rap tem se assemelhado nos E.U.A mais com a pornografia e menos com mazelas sociais e conquistas de excluídos.

Ao todo 9 álbuns póstumos foram lançados tendo material inédito remixado e não utilizado em canções anteriores. A canção “Changes” toca no MySpace do Vaticano e prega mudanças para um mundo melhor. A mesma que foi escrita em 1992 fala “we ain't ready to see a black President” (Nós ainda não estamos prontos para ter um presidente negro, em tradução livre). Ele não chegou a viver para isto e não sabemos se apoiaria a postura atual do dirigente americano.



2Pac


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Gaudêncio Torquato explica a passagem de Arnold Schwarzenegger na política para Gabriel Leão



Jornalista, Analista Político e Livre Docente em Comunicação pela USP. Profº Gaudêncio Torquato é um dos principais formadores de opinião do Brasil e especialista em marketing político.

Em entrevista ao jornalista Gabriel Leão explica a ascensão e a queda de Arnold Schwarzenegger na política.

domingo, 23 de outubro de 2011

Fascinatrix entrevistada por Gabriel Leão



Fascinatrix é uma das principais representantes do movimento neoburlesco no Brasil tendo seu show de dança e erotismo sendo apontado em diversos veículos da mídia.

Em entrevista ao Política Midiática fala da influência da linguagem erótica no meio político e as ligações entre sexo e poder.

O neoburlesco é uma manifestação inspirada nos shows de burlesco dos cabarés do final do século XIX e início do século XX.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mara Gabrilli entrevistada por Gabriel Leão - 06/06/2011



A Deputada Federal Mara Gabrilli (PSDB/SP) fala sobre seu depoimento para a novela Viver a Vida na véspera de natal de 2009, a influência da personagem Luciana (Alinne Moraes) na cultura nacional e da repórter do Fantástico Flávia Cintra.

Outro tema debatido foi a relevância das telenovelas como órgãos formadores de opinião e pauta para diálogos envolvendo aspectos que abrangem a sociedade de forma geral com suas narrativas e refletem inclusive na política.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hélio Armond (Assessor de Imprensa de Paulo Maluf) fala com Gabriel Leão - 22/03/2011





Hélio Armond trabalha como assessor de imprensa do Deputado Federal Paulo Maluf há décadas. Como jornalista foi desde repórter a diretor de redação de veículos importantes.

Nessa entrevista fala como é representar um dos políticos mais polêmicos da história brasileira e o tratamento dado a ele pela imprensa.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Entrevista de Plínio de Arruda Sampaio para Gabriel Leão - 21/12/2010





Plínio de Arruda Sampaio entrou como azarão na campanha presidencial de 2010, porém chamou a atenção do público e acabou sendo vitorioso em capital político, apesar da 4ª colocação.

O representante do PSOL se sente alijado pelos meios de comunicação de massa, porém conquistou a simpatia dos jovens nas redes sociais e vem dialogando com essa faixa desde então.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Entrevista com Celene Araújo por Gabriel Leão - 12/12/2010





Celene Araújo foi uma das principais âncoras do telejornalismo brasileiro nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Sua passagem mais marcante foi pela TV Globo.

Hoje trabalha com media training preparando diversas personalidades da sociedade brasileira inclusive políticos. Na primeira a conversa é sobre telejornalismo enquanto na segunda a pauta é media training.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Entrevista com Dr. em Comunicação Pedro Ortiz por Gabriel Leão - 06/10/2010






Profº Dr. em Comunicação da Universidade de São Paulo (USP) e jornalista, Pedro Ortiz fala dos modelos de TVs públicas e educativas do Brasil e do mundo apontando seus avanços e retrocessos.

Outro tópico do assunto foi se há ou não interesses políticos nessas emissoras que tem como meta servir a sociedade independente de partidos e nomes que administram os governos federal e estadual.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista com Henrique Parra por Gabriel Leão - 08/07/2010









Henrique Parra é animador do site Cidade Democrática e voluntário da ONG Voto Consciente. Também é estudante de Ciências Sociais.

O Cidade Democrática é conforme o próprio site explica "uma plataforma de participação política, onde cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização para a construção de uma sociedade cada vez melhor".

O CD promove a webcidadania, uma integração através da participação na web entre cidadãos, ONGs, representantes públicos e poderes políticos.

sábado, 3 de abril de 2010

Entrevista com presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo Guto Camargo por Gabriel Leão - 06/02/2009



Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, é fonte de diversas matérias em muitos veículos quando a pauta trata sobre não apenas condições de trabalho, mas também a ética dentro da classe dos profissionais da notícia.

No dia 6 de fevereiro de 2009 o líder sindical falou sobre cobertura política pela revista veja e jornalistas que atuam em veículos e como assessores de imprensa para candidatos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Entrevista com Pola Galé por Gabriel Leão - 14/01/2009








José Vidal Pola Galé, conhecido na imprensa como Pola Galé atua no jornalismo há mais de 30 anos com passagens por órgãos como Gazeta Esportiva, Revista Placar, TV Bandeirantes, TV Record e atualmente TV Cultura por onde passou em funções como diretor de jornalismo e responsável pelo núcleo de qualidade. Nas campanhas de Geraldo Alckmin para a presidência da República e José Serra para o governo do estado de São Paulo em 2006 Galé participou como editor de texto na produtora GW. A entrevista abaixo foi concedida ao jornalista Gabriel Leão no dia 14 de janeiro de 2009.

A entrevista com o jornalista Pola Galé foi realizada como parte integrante do meu TGI (Trabalho de Graduação Interdisciplinar) do curso de Jornalismo do Mackenzie para a obra O Bem Amado de São Paulo.